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	<title>Nelson Gonçalves</title>
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		<title>Livro de Nelson Gonçalves</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 19:21:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nelsongoncalves.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Livro-de-Nelson-Goncalves.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-462" title="Livro de Nelson Goncalves" src="http://www.nelsongoncalves.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Livro-de-Nelson-Goncalves.png" alt="" width="618" height="297" /></a></p>
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		<title>Geração Ypsilone. Um prêmio à atitude!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:49:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Gostaria que todos que acessam o Administradores lessem esse artigo. Não por que fui eu que escrevi, mas pela estória e exemplo de atitude que ele nos traz. Quatro meninos de Antonina do Norte, a 473 km de Fortaleza/CE, protagonizam uma estoria de perseverança, emoção e uma bela vitória. Acho que estou ficando velho e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Gostaria que todos que acessam o Administradores lessem esse artigo. Não por que fui eu que escrevi, mas pela estória e exemplo de atitude que ele nos traz. Quatro meninos de Antonina do Norte, a 473 km de Fortaleza/CE, protagonizam uma estoria de perseverança, emoção e uma bela vitória.</h4>
<p>Acho que estou ficando velho e coração manteiga derretida, como lembra a minha mãe toda vez que vê alguém chorando à toa. Foi o que aconteceu na tarde do último sábado (11), assistindo ao programa Caldeirão do Huck, na Tv Globo. Aliás, não é a primeira vez que me emociono diante das estórias que o excelente Luciano traz à luz no seu programa. É que dessa vez, em particular, identifiquei muitas semelhanças entre a estória contada e a minha própria trajetória e isso mexeu comigo.</p>
<p>Quatro meninos &#8211; Márcio, Geunny, Eldo e Andrei &#8211; com idade entre 17 e 22 anos, da longínqua e pequenina, Antonina do Norte (473 km de Fortaleza), no centro sul cearense, resolveram investir no contraponto da cultura musical dominante na região, o forró, e montaram uma banda de rock, conhecida pela população de 6.761 pessoas como Diretrize 28. Que sufoco, fazer rock, e sem dinheiro, no sertão nordestino.</p>
<p>Um vídeo caseiro, encaminhado à produção do programa – mostrando a saga para manutenção da banda, o inacreditável local de ensaio e um pouco da produção musical desses intrépidos roqueiros da caatinga – despertou a atenção do Luciano Huk e do produtor musical Rick Bonadio, que viajaram 3.000Km, desde São Paulo (o Rick) e Rio de Janeiro (o Luciano), para conhecer de perto os roqueiros de Antonina do Norte.</p>
<p>Com decisão tomada, de capturar e produzir a banda para apresentação no quadro Olha Minha Banda – que já faz um enorme sucesso no programa – Luciano agora precisava criar o clima e o envolvimento que dão o tom emocional ao quadro. Essas coisas que nos fazem chorar e garantem audiência e repercussão ao programa. Para isso, escalou Niara Meireles, apresentadora do programa Se Liga, da TV Verdes Mares, afilada da Globo no Ceará, para entrevistar os músicos para o programa local e desanimá-los, dizendo-lhes que rock no Ceará não dá certo e que eles deveriam mesmo era tocar forró.</p>
<p>No lesco-lesco da entrevista de araque, Luciano e Rick Bonadio adentram o local de ensaio, um cubículo no reboco, que mais parece uma estufa de tão quente, e a emoção rola solta. Abraços, pulos de alegria, choro incontrolável e o contentamento e a emoção tomam conta dos meninos, de toda a produção e do telespectador. E assim continua o quadro, que inteiro durou 60 minutos. Uma eternidade para a televisão, mas que passou como se fossem segundos. De tão leve e envolvente.</p>
<p>Mas, para que a banda se apresentasse no programa, o auto-intitulado &#8220;fã número um&#8221;, Francisco Jeremias, o Chapadinha – que com o salário mensal de cem reais, trabalhando na funerária local, ainda conseguia ajudar, financeiramente, a Banda Diretrize 28 – teve pela frente um enorme desafio: pedalar de Antonina do Norte até o Rio de Janeiro, com a mega verba de cinqüenta reais, doada por Luciano. Desafio aceito, e depois de 160h horas de sufoco, cansaço, poeira e experiência acumulada para escrever um livro, ele entrou triunfante no estúdio &#8220;F&#8221; do Projac, e possibilitou aos quatro amigos a (até aqui) maior oportunidade das suas vidas: tocar duas músicas, em grande estilo, no Caldeirão do Huk, em rede nacional de televisão e na Globo.</p>
<p>Eles provaram que, realmente, são muito bons. Foram duas músicas fortes e de qualidade. Os caras produzidos, maquiados e ensaiados, figurino bacana, nome novo da banda, logomarca bem pensada, alto estima no céu e dois tremendos padrinhos. Só não me recordo e ouvi-los agradecer a Deus. Mas Deus, certamente, estava com eles, porque isso não pode ser coisa apenas de sorte e atitude. No domingo, ao meio dia, quando finalizei esse artigo, a página do Olha Minha Banda já registrava 230 posts de elogio à Geração Ypsilone. O novo nome da Diretrize 28.</p>
<p>Não sei o que vai acontecer com a banda daqui pra frente, mas fica o exemplo de perseverança, atitude e fé que são a marca registrada do artista brasileiro. Notadamente, dos que residem nos confins desse enorme país. Fica também, na minha avaliação, a maior lição extraída dos 60 minutos que durou o quadro. A frase de Francisco Jeremias, o &#8220;fã número um&#8221;, que, diante da pergunta do apresentador, sobre o que ele seria capaz de fazer para realizar o sonho da banda e dos amigos de Antonina do Norte. &#8220;Fora tirar o sonho de outras pessoas, topo qualquer parada!&#8221;, respondeu. Que a frase do Chapadinha se transforme no lema da Geração Ypsilone.</p>
<p>Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante.</p>
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		<title>Como chatear clientes I</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:45:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Responda com sinceridade. Na sua empresa um cliente com dinheiro na mão e pronto para comprar, volta da porta por que chegou alguns minutos depois do horário de fechamento? Se sua resposta for sim, alegre-se, você não está sozinho no mundo&#8230; Responda com sinceridade. Na sua empresa um cliente com dinheiro na mão e pronto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Responda com sinceridade. Na sua empresa um cliente com dinheiro na mão e pronto para comprar, volta da porta por que chegou alguns minutos depois do horário de fechamento? Se sua resposta for sim, alegre-se, você não está sozinho no mundo&#8230;</h4>
<p>Responda com sinceridade. Na sua empresa um cliente com dinheiro na mão e pronto para comprar, volta da porta por que chegou alguns minutos depois do horário de fechamento? Se sua resposta for sim, alegre-se, você não está sozinho no mundo, e em algum momento da sua carreira &#8220;profissional&#8221; ou trajetória &#8220;empresarial&#8221;, irá se juntar àqueles que, desempregados ou falidos, formarão as fileiras dos que não entenderam absolutamente nada sobre prestação de serviços, cordialidade e excelência. Ah! E que o cliente é o senhor do destino dos negócios.</p>
<p>Se a sua resposta for negativa, parabéns. Isso mostra que na sua empresa, o bom senso e o comprometimento com o cliente prevalecem sobre as convenções e as normas que ajudam a empresa a chatear clientes e perder negócios.</p>
<p>Óbvio que pra toda exceção existe regra!</p>
<p>Não me refiro aqui a alguém que chegue ao Banco, meia hora depois do fechamento das portas e dos caixas, ou quem pretenda adentrar um shopping na esperança que o lojista reabra o estabelecimento para suprir a necessidade de um atrasado. Até que seria bom, surpreendente, mas compreendo que os funcionários também são seres humanos e merecem descanso. Além do que, nesses casos, a regra é para toda a coletividade e implica, inclusive, questão de segurança.</p>
<p>Mas, de maneira geral, o que observo é a intolerância do prestador de serviço e na maioria dos casos, pasme! Com a conivência e concordância do gestor do negócio. Ontem, 06/12/10, presenciei mais uma dessas pérolas de completa falta de absolutamente, como diria um velho amigo de letras.</p>
<p>Precisando despachar um documento para Londrina, no Paraná, me dirigi até a agência central dos Correios no bairro da Aldeota. O mais chic e caro de Fortaleza, capital do Ceará. Trânsito caótico e espaços restritos para estacionamento, quase não chego a tempo de entrar na agência antes das badaladas das dezesete horas. Minha senha B 328 – que não faço a menor idéia do que significa a letra B – foi impressa as 16:59:09. Assim que passei pela porta de vidro o segurança terceirizado passou a chave na porta, e o pobre do cidadão que corria escada acima para tentar entrar na agência, deu, literalmente com a porta na cara!</p>
<p>Incrédulo, mostrou o relógio para guarda, gesticulou, clamou, implorou e nada! Esquecendo-se que estava diante de uma empresa pública, pediu ao guarda o telefone do gerente. O guarda, candidamente foi até uma mesa onde residia, confortavelmente sentada, uma funcionária com ares de coordenadora que anotou em um papelzinho o telefone do gerente e o prestativo guarda o entregou pela fresta da porta de vidro.</p>
<p>Do outro lado da loja o gerentão, Sr. Giovani (pode ser Giovane), observava a cena e sem o menor constrangimento, pela presença de vários clientes, comentava com a senhora sentada: &#8211; Pode ligar. O cabra chega atrasado e ainda quer ter razão, oh! Tratando de desligar o computador, apanhar sua pasta e sair do posto depois de tão glorioso e dedicado dia de extenuante trabalho.<br />
Não sem antes fazer mais um comentário com o vigia, aprovando a sua dignificante atitude.</p>
<p>Comentei – num tom suficientemente alto para o gerente ouvir – com meu amigo, Adalberto Machado, (dono de construtora) que, ao meu lado, presenciou todo o ocorrido.</p>
<p>– Ei Adalberto, se o cliente chegar ao estande de venda da construtora, meia hora atrasado, você deixa de vender um apartamento?</p>
<p>Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante.</p>
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		<title>Diploma de nível superior. Uma nova cidadania!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:38:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com a divulgação, semana passada, do IDEB &#8211; Índice de Desenvolvimento da Educação Básica que avalia as melhores escolas públicas do país. Uma lástima que nos coloca em 85º lugar no mundo. Apesar de tudo, ainda é o caminho para chegar ao diploma superior, o passaporte para uma nova cidadania. O Brasil é próspero em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a divulgação, semana passada, do IDEB &#8211; Índice de Desenvolvimento da Educação Básica que avalia as melhores escolas públicas do país. Uma lástima que nos coloca em 85º lugar no mundo. Apesar de tudo, ainda é o caminho para chegar ao diploma superior, o passaporte para uma nova cidadania.</p>
<p>O Brasil é próspero em empreendedorismo. A jovialidade do país, as novas fronteiras do agronegócio, a criação de cidades e estados, o constante crescimento populacional e própria dinâmica do capital e da economia fizeram com que grandes riquezas e conglomerados industriais e comerciais que nasceram quase do nada – normalmente ancorados apenas na ousadia de um destemido homem simples – se transformassem, com o tempo, em mega corporações.</p>
<p>Muitos desses empreendedores, por que o são, iniciaram seus negócios sem terem a mínima idéia de que um dia se transformariam em mega empresários, responsáveis por milhares de empregos. Tiveram ousadia e com afinco e muito trabalho conquistaram riqueza, respeito e transformaram a cara desse país. A maioria sem a menor noção de administração, gestão de negócio, excelência em serviço ou qualquer das ferramentas exigidas no mundo moderno. Os tempos eram outros.</p>
<p>Esses homens de valor gabavam-se de terem vencido apenas pelo talento e trabalho duro. Era uma época onde a vocação para os negócios valia mais que conhecimento técnico ou qualificação. Os grandes players internacionais ainda não haviam descoberto o nosso tremendo mercado interno e o poder de consumo das classes populares. Vivemos até bem pouco tempo atrás a era do produto. Quem tinha produto, tinha poder. Éramos pouco exigentes, entre outras coisas, porque não tínhamos alternativas e nem a quem reclamar.</p>
<p>O mundo mudou! A globalização o transformou em uma pequena aldeia onde a competição não é mais com o nosso vizinho do bairro, nem com o gênio do outro estado que encontra um nicho de negócio. É com o mundo todo. Se considerarmos, por exemplo, que apenas 18% dos chineses sejam extremamente inteligentes e capacitados para empreender novas tecnologias, vamos encontrar um contingente maior que toda a população do Brasil. Louco não é?, mas é verdade!</p>
<p>Pois é! Esse tempo do empirismo, do amadorismo, da sorte grande, do achado também já passou. Hoje a competição se desenrola no campo do saber, da preparação, da qualificação, da excelência, da diferenciação, da atitude, do comprometimento. As oportunidades chegam mais rápido pra quem se prepara e se antecipa a elas. E o melhor, talvez único, ambiente pra isso é a sala de aula e o passaporte, um diploma. Isso não quer dizer que o seu João da pizzaria não possa prosperar e virar o rei da pizza. Mas vai ter que contratar gente com sólida formação para administrar o negócio.</p>
<p>O homem – ou mulher é claro! – que alcança um diploma, transforma-se automaticamente em um profissional diferenciado. Conquista uma nova cidadania e o direito de &#8220;brigar&#8221; de igual para igual no ambiente corporativo. Falo isso de cátedra porque empreendi uma verdadeira saga na conquista do meu primeiro diploma de curso superior.</p>
<p>Não sei se sou empreendedor, mas sou &#8220;birrento&#8221; e nunca desisti de lutar pelas coisas que acreditava e acredito. Acumulei ao longo dos meus 48 anos uma vasta experiência profissional. Trabalhei em grandes corporações, fiz sucesso, dirigi minha categoria profissional, virei fonte de informação do segmento, prosperei economicamente e fiz dezenas de cursos específicos. Mas me faltava o passaporte da cidadania profissional. O meu diploma de curso superior. A sua falta emperrava o meu crescimento. No fundo, confesso, eu era meio envergonhado. Demorei quase 18 anos até conquistá-lo, mas hoje ele me pertence e as portas do mundo profissional também. Nunca mais parei de estudar e nem pretendo&#8230; Quero mais, sempre mais.</p>
<p>Hoje sou palestrante profissional e levo para todo o Brasil, onde sou convidado, o meu repertório, história de vida e a excelência curricular do diploma de nível superior. Tanto que montei uma palestra específica para o segmento do ensino superior: Bicho perdido no meio da selva. Onde levo aos alunos recém chegados nas faculdades, uma aula inaugural repleta de motivação, entusiasmo, cases e incentivo para que não desistam.</p>
<p>A chegada, ha quase oito anos, de Lula e José de Alencar ao poder, coroa a trajetória de dois homens simples e sem diploma, que construíram suas magníficas histórias em outra época. E isso não deve servir de incentivo pra ninguém porque para ocupar qualquer cargo minimamente importante no serviço público, além do concurso é preciso diploma.</p>
<p>Boa sorte e boa conquista!</p>
<p>Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante.</p>
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		<title>Maradona, o lider!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca fui muito afeito a analogias futebolísticas. São pobres na formulação e seu caráter imaginativo permanece sempre no raso. Coisa de quem não tem repertório, lê pouco e fala demais sem ter nada a dizer. Mas quero discutir por que Diego Maradona é um lider e Dunga, não! Nunca fui muito afeito a analogias futebolísticas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca fui muito afeito a analogias futebolísticas. São pobres na formulação e seu caráter imaginativo permanece sempre no raso. Coisa de quem não tem repertório, lê pouco e fala demais sem ter nada a dizer. Mas quero discutir por que Diego Maradona é um lider e Dunga, não!</p>
<p>Nunca fui muito afeito a analogias futebolísticas. São pobres na formulação e seu caráter imaginativo permanece sempre no raso. Coisa de quem não tem repertório, lê pouco e fala demais sem ter nada a dizer. Mas hoje, ainda em clima de desclassificação da nossa seleção na Copa do Mundo, me rendo à minha própria presunção e vou usar a analogia futebolística para falar sobre liderança.</p>
<p>Finda a era Dunga à frente da Seleção Brasileira de Futebol podemos constatar que o mesmo jamais foi um líder. Foi um gerentão à moda antiga, daqueles que obedecem as ordens e que levou para o cargo os mesmos cacoetes de quando era capitão do time, só que agora com poderes para convocar e desconvocar quem bem entendesse.</p>
<p>Sem nunca haver treinado nem mesmo um time de várzea, Dunga chegou a Seleção, sabe-se lá Deus por quais caminhos ou indicações, mas sem o aval da torcida, e ao longo dos quase quatro anos que ocupou o posto de treinador nunca fez muita questão de agradar a torcida. Seu mandato chega ao fim e ninguém sentirá falta.</p>
<p>É certo que futebol não é coisa séria – exceto para os cartolas que dele se locupletam – e que os jogadores, agora desclassificados, são jovens milionários que voltarão aos seus clubes e aos salários estratosféricos, mas Copa do Mundo é um evento mágico, com a capacidade inebriante de mover corações e mentes em torno do sonho de superar adversários imaginários e elevar a nação ao topo do mundo. È a catarse coletiva dependendo das atitudes de um único homem.</p>
<p>O técnico tem a missão e a autoridade de agregar em torno de um sonho coletivo e de um projeto estratégico os melhores atletas do seu país. Ao contrário do líder empresarial, não há limite de verba ou território para a convocação. Pode chamar quem, quando e quantas vezes quiser. Mas tem um detalhe fundamental: Precisa ser estratégico, competente, cônscio da responsabilidade, preparado para a missão e acima de tudo carismático para motivar o time e dele arrancar resultados. Carismático para conquistar apoio da cúpula da Confederação e envolver a nação de torcedores como se fosse um só corpo correndo atrás do mesmo sonho. E isso é para poucos. É para líderes natos e não para aqueles forjados em acordos.</p>
<p>A CBF nunca deu muita bola – sem trocadilho – para o clamor da torcida, mas faz de conta que o torcedor desempenha um papel mais importante do que comprar ingressos para os jogos. Os técnicos também fazem ouvidos de mercador e montam o time da sua cabeça sem prestar atenção no desejo da torcida. Foi o caso de Dunga. Montou um ajuntado de atletas ao seu bel prazer e desprezou nomes que qualquer incauto em futebol – como eu – teria convocado.</p>
<p>Passou. Acabou a copa para os brasileiros e prova que futebol não é coisa séria é que o técnico foi demitido por e-mail. A CBF e seus dirigentes, que também deveriam ter se demitido, sequer tiveram a decência de conversar com o servidor &#8220;incontinenti&#8221; conforme ele mesmo definiu em sua carta de despedida.</p>
<p>Mas e o torcedor? Achou bacana!</p>
<p>Ninguém, afora os amigos e familiáres, saiu em defesa do técnico e não é porque a ferida ainda esteja aberta. É por que ele jamais conquistou o coração do torcedor, mesmo quando venceu. E venceu muito. Venceu mas não construiu a ponte necessária que todo verdadeiro líder deve construir. A ponte da admiração e do respeito. Dunga não foi além da &#8220;pinguela&#8221; da autoridade inerente ao cargo.</p>
<p>O verdadeiro líder dessa Copa do Mundo foi o espalhafatoso hermano Maradona, que mesmo com o brio e o orgulho em frangalhos, adentrou o gramado, consolou e agradeceu cada um dos seus atletas. Afinal, ali, todos haviam sucumbido frente a um adversário mais forte e melhor preparado. Mas ainda assim era um time. Machucado mas orgulhoso com o peso da camisa que vestia e da pátria que representava.</p>
<p>Ao retornar para casa, time e técnico foram recebidos com aplausos e afeto pelo torcedor Argentino que lhes reconhecem o trabalho, o empenho e a liderança. Mesmo na derrota! E olhe que Maradona, até esse mundial não era lá nenhum exemplo de comportamento nem de conduta, e muito provavelvente nunca o será. Mas teve a altivez e a sabedoria de conquistar o povo. Coisa de Argentino? Não, coisa de líder!</p>
<p>Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante</p>
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		<title>Conto Nordestino</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:24:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Peço permissão a você leitor para aproveitar esse período de Copa do Mundo e descontrair um pouco esse nosso ambiente de artigos sérios e articulados e publicar esse divertido conto no dialeto &#8220;nordestinês&#8221;. Se você vive em outra região tente decifrar o texto Peço permissão a você leitor para aproveitar esse período de Copa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Peço permissão a você leitor para aproveitar esse período de Copa do Mundo e descontrair um pouco esse nosso ambiente de artigos sérios e articulados e publicar esse divertido conto no dialeto &#8220;nordestinês&#8221;. Se você vive em outra região tente decifrar o texto<br />
Peço permissão a você leitor para aproveitar esse período de Copa do  Mundo e descontrair um pouco esse nosso ambiente de artigos sérios e  articulados e publicar esse divertido conto no dialeto &#8220;<em>nordestinês</em>&#8220;</h4>
<p>.</p>
<p>Se  você vive em outra região e decifrar completamente o texto é porque  está pronto para morar no Nordeste e conviver com esse povo  transformador e hospitaleiro, que faz piada de tudo. Inclusive das  próprias dificuldades. Mas se você não entender nada do texto, não se  preocupe e venha conhecer o nordeste porque também falamos o português e  estamos prontos pra recebê-lo.</p>
<p>Vamos ao conto:<br />
Chico de Odete, cabra errado e bonequeiro, chei dos pau, meladim,  meladim!!! Depois de traçar um burrinho, duas meiotas e um celular,  chega vinha penso! Cambaleando, arrodiando o pé de pau. Quase foi  enrabado por um cachorro, mas rumou nele uma bila que o bicho se  escafedeu, foi quando deu uma topada que chega arrancou o chaboque do  dedo.<br />
- Diabeísso! Parecendo pantin de retardado.</p>
<p>- Vai, cu de cana ! Mangou a mundiça!.<br />
- Aí dento! &#8211; Disse Chico. Vão tumá no caneco, no papeiro!</p>
<p>Chico estava ariado desde trezantonti, quando o gato réi que ele  acunhava lá nas brenhas de Camaragibe, bateu fofo com ele. Deu um Xêcho  pra ir engabelar um galalau estribado chegado das Óropa.<br />
- É no que dá pelejar com canelau, catiroba fulerage.<br />
Chico  pensava! &#8211; Ganhei um chapéu de touro, mas não tem Zé não, aquela marmota  ta mesmo só o buraco e a catinga. Dá é gastura. Só num do uma chulipa e  um tabefe, pra negrada num fazer hora!<br />
Chegando em casa se empriquitou de vez e rebolou no mato todas as  catrevagens da letreca: uma alpercata, um gigolé amarelo manga, um  califon com reforço di levantá e uns pés de planta que ela tinha trazido  quando iam se amancebar.<br />
Depois se empanzinou de rubacão, fava, sarrabui, fussura,  panelada puxada no cominho e kisuqui. Tava fumando numa quenga, mas  ainda botou as roupas na cruzeta, arriou a massa, seasseou, pendurou a  rede no armador e foi dormir de bucho pesado! Só pensando nas comédias.  Vice?!<br />
Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante.</p>
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		<title>Usuário do transporte coletivo urbano é cliente?</title>
		<link>http://www.nelsongoncalves.com.br/2011/01/28/usuario-do-transporte-coletivo-urbano-e-cliente/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:19:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A julgar pela falta de zelo, cuidado e qualidade no tratamento dispensado pelas empresas proprietárias de ônibus urbanos a resposta é não. São simplesmente passageiros. Ou seja: Passam e pronto! Nas estatísticas das empresas esses &#8220;clientes&#8221; são contabilizados aos milheiros/dia, semana, mês e ano sem levar em conta que o mesmo &#8220;cliente&#8221; vai e volta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A julgar pela falta de zelo, cuidado e qualidade no tratamento  dispensado pelas empresas proprietárias de ônibus urbanos a resposta é  não. São simplesmente passageiros. Ou seja: Passam e pronto! Nas  estatísticas das empresas esses &#8220;clientes&#8221; são contabilizados aos  milheiros/dia, semana, mês e ano sem levar em conta que o mesmo  &#8220;cliente&#8221; vai e volta todos os dias, por anos a fio.</p>
<p>No encontro de contas para a distribuição do faturamento e avaliação  de resultado dos caixas únicos as pessoas também são consideradas meros  fatores percentuais. Empresários e entidades classistas se preocupam  sobremaneira com realinhamento de rotas, tráfego por ruas densamente  povoadas, tempo médio gasto nas viagens, número médio de passageiros por  viagens, consumo de combustível, óleo lubrificante, pneus e outros  componentes do veículo, mas não tenho conhecimento de uma única empresa  que esteja verdadeiramente preocupada com o conforto, bem estar ou com  qualidade no atendimento do seu maior capital.<strong> O cliente</strong>.<br />
No Brasil quem depende do transporte coletivo urbano sofre de  todas as maneiras. Sofre a humilhação por ser obrigado a viajar em  ônibus lotados, paradas a cada quilômetro, mau humor de motoristas e  trocadores, do desconforto das cadeiras &#8211; quando consegue viajar sentado  -, da falta de rebaixamento nas portas de entrada e saída e do  insuportável calor. Se o dia for chuvoso então o &#8220;buzão&#8221; vira sauna.  Isso sem contar os condutores do chamado &#8220;transporte alternativo&#8221;,  verdadeiros vândalos do trânsito.<br />
Fico pensando: Porque os ônibus urbanos não são equipados com ar  condicionado a exemplo dos ônibus fretados ou de viagens? O cidadão já  chega no trabalho aos frangalhos. Suado e amassado pelo calorão a bordo  dos ônibus. Isso sem contar a situação insalubre a que são submetidos  motoristas e cobradores. Se as empresas são permissionárias do poder  público, porque vereadores e deputados não votam projetos de lei  obrigando as empresas a equiparem seus veículos com ar condicionado?</p>
<p>Algumas empresas equipam meia dúzia de veículos com ar condicionado  e, inclusive, fazem marketing disso, batizando os ônibus de geladão,  gostosão, frescão ou outros apelidos que chamem a atenção do cliente,  que obviamente aprova e prefere realizar suas viagens com mais conforto.  Por que não equipar todos os veículos?<br />
Dei uma boa pesquisada na Internet para saber às quantas andam  os projetos obrigando as permissionárias a equiparem os carros com ar  condicionado e o resultado é uma vergonha. Existe um projeto na Câmara  dos Vereadores de Porto Alegre, mas o autor do projeto virou Secretário  Municipal e o projeto parou. No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte  também existem projetos tramitando nas casas legislativas, mas  efetivamente nada de concreto sai do papel e vai para dentro dos ônibus.  Nem mesmo na decantada Curitiba, onde jactam os administradores ser a  cidade, sinônimo de transporte coletivo de qualidade os ônibus são  equipados com ar condicionado.<br />
E a questão da acessibilidade? Como é que um cadeirante entra  num ônibus se eles não foram fabricados para quem tem dificuldade  locomotora? Ta certo que aqui e acolá aparece um ônibus adaptado, é  verdade, mas o cliente precisa ter paciência de Jó, sorte de ganhador da  mega-sena e tempo sobrando para esperar um deles passar pela sua  parada.<br />
Um usuário que, todos os dias, utilize o transporte coletivo  para ir e voltar do trabalho gasta nas catracas dos ônibus no mínimo R$  100,00 por mês. Se fizer isso durante vinte anos, terá contribuído com  R$ 24.000,00 para o caixa das empresas de transporte coletivo.  Considerando que as pessoas ainda utilizam o sistema para deslocamentos  adicionais como ir para a escola, cinemas, shoppings e outras tantas  possibilidades a trabalho ou lazer a conta se amplia sobremaneira. Por  esse raciocínio raso o usuário acima se iguala em investimento a um  cliente de tv por assinatura. Com a diferença de não poder reclamar pela  má qualidade do serviço que lhe é entregue.<br />
A simples condição humana já seria suficientemente forte para  responder à pergunta que dá título a esse artigo, mas olhando pelo  prisma do faturamento que é o que move os negócios, o usuário é ou não  um grande cliente? Então porque continua a ser tratado como se fosse  bicho?</p>
<p>Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante.</p>
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		<title>Com ou sem crise, reclame!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Nelson Gonçalves No início dos anos 70, quando ainda era menino, morei numa pequena cidade no interior do Paraná. Naquela época, no Brasil, nem se falava em auto-serviço e as compras eram feitas nos chamados Secos e Molhados, armazéns que vendiam de tudo um pouco. Os balconistas atendiam o cliente – que era chamado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Nelson Gonçalves</p>
<p>No início dos anos 70, quando ainda era menino, morei numa pequena  cidade no interior do Paraná. Naquela época, no Brasil, nem se falava em  auto-serviço e as compras eram feitas nos chamados Secos e Molhados,  armazéns que vendiam de tudo um pouco. Os balconistas atendiam o cliente  – que era chamado freguês – e este podia, no máximo, apontar na  prateleira o produto que queria levar.</p>
<p>Nessa época também, nos rincões do país, mal se conheciam marcas de  produtos, principalmente as commodities. Comprava-se a granel: Um quilo  de sal; três de feijão; dez de arroz; uma barra de sabão; um pacote de  macarrão&#8230;</p>
<p>A maior rede de armazéns da região – três lojas em cidades diferentes –  eram as Casas Santos e o seu proprietário, o “seu” Santos era também o  maior anunciante da rádio local (Am é claro!) e o título desse artigo  era o seu lema.</p>
<p>Eu, obviamente, não tinha a menor noção do que aquele homem dizia, mas  hoje vejo com clarividência a profundidade daquele pensamento. Vivíamos a  propalada crise do petróleo que assolou o mundo na década de 70 e  deixou corações e mentes atordoadas com a incerteza do futuro. Mas as  Casas Santos anunciavam promoções e vendiam a prazo na famosa caderneta  do fiado. Essa também foi a escola de Samuel Klein, que transformou as  Casas Bahia no maior e mais rentável varejo do Brasil. Não por acaso, o  maior anunciante também. Mesmo agora que transferiu o controle acionário  do negócio.</p>
<p>Bem, atravessamos novamente uma crise de proporções mundiais e esse foi o  momento em que conhecemos os verdadeiros empreendedores. Ousados,  preparados, com visão ampliada, fé no Brasil, na força do seu negócio e  na capacidade transformadora dos seus colaboradores. Diferente daqueles  que surfaram na maré do crescimento mundial para enriquecerem e agora se  esconderam, travaram os investimentos, desmontaram o RH e novamente  contaram com a sorte para continuarem vivos.</p>
<p>Não estou relativisando a crise, ao contrário, estamos longe de dizer  que acabou. Mas, maior que a crise mundial provocada pelos sub-prime e  pelos derivativos foi a crise de confiança e a crise que, se quisermos, a  gente consegue domar e dominar. Nada nunca foi fácil no Brasil. Sempre  tivemos um dos créditos mais caros e difíceis do mundo, carga tributária  abusiva, mão de obra desqualificada, parco incentivo à pesquisa  científica, deficiência de obras estruturais e falta de incentivo à  produção. Sobrevivemos a ditadura, inflação, corrupção e tantos outros  flagelos, mas crescemos. E apesar das crises, inflação, planos  econômicos, Congresso Nacional, Assembléias e governantes de caráter  duvidosos somos um país pujante e empreendedor.</p>
<p>O empresário sagaz não conjugou e nem conjuga o verbo da crise: Eu não  compro, tu não vendes, ele não emprega. Ao contrário, aproveitou e  continua a aproveitar a oportunidade. É na crise que os outros o  percebem e pagam os dividendos quando ela acabar. E ela vai acabar.  Sendo simplista; não há mal que dure para sempre, mas os efeitos nocivos  da insegurança e da retração podem minar o negócio e destruir  reputações.</p>
<p>O momento é de permanecer alerta e com as mangas arregaçadas. Fomentar a  cadeia produtiva do segmento e qualificar mão de obra. Motivar e  treinar os colaboradores. Encantar clientes e fazer parcerias ganha x  ganha duradouras. De sair do ninho de conforto e trombetear para o  mercado que você existe e que seus produtos têm qualidade. É hora de  aumentar a malha de distribuição e animar representantes e  distribuidores. De orquestrar comprometimento e não apenas envolvimento.  De rever conceitos, valorizar prestadores de serviços, agências de  propaganda, assessoria de imprensa e acreditar na força do  associativismo.</p>
<p>O mundo mudou e o ser humano deve ser compreendido na sua plenitude.  Esse é o agente transformador e é dele que vem o lucro. Botar a mão no  seu rico dinheirinho, principalmente em períodos transitórios de crise, é  tarefa para os destemidos. Talvez seja essa também a oportunidade de  aprendermos com John D. Rockefeler e sua célebre frase: Se um dia só me  restasse um único dólar, eu o investiria em publicidade. Ou na singela  sabedoria do seu Santos que chamava anúncio publicitário de reclame!</p>
<p>Claro que para obter um bom retorno para investimentos em comunicação é  preciso identificar o meio mais apropriado ao tamanho e perfil do  negócio. Assim como zelo e foco na qualidade do material produzido para  divulgação. Por isso sempre que possível, associe-se a parceiros  comprometidos com o seu crescimento. E isso independe do tamanho do seu  negócio.</p>
<p>Na crise, reclame. Na bonança, também!</p>
<p>Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante.<br />
www.nelsongoncalves.net</p>
<p>P.S.: Se você é um micro ou pequeno empresário e foi tocado pela  filosofia do seu Santos, veja meu artigo Cresça e Apareça. Empresa  pequena também tem vez!</p>
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		<title>Seu passado lhe envergonha? Semeie um futuro para se orgulhar!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Nelson Gonçalves Pronto! Mais um ano termina. Hora de enterrar as bobagens que fizemos e nos lançarmos rumo ao desconhecido. Daqui pra frente, como sempre, tudo será diferente. Ano novo, vida nova. Novas conquistas, novas descobertas e os mesmos desafios: Perder a barriga, deixar de fumar, ser fiel, praticar esportes, ser menos arrogante, delegar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Nelson Gonçalves</p>
<p>Pronto! Mais um ano termina. Hora de enterrar as bobagens que fizemos e  nos lançarmos rumo ao desconhecido. Daqui pra frente, como sempre, tudo  será diferente. Ano novo, vida nova. Novas conquistas, novas descobertas  e os mesmos desafios: Perder a barriga, deixar de fumar, ser fiel,  praticar esportes, ser menos arrogante, delegar mais, brigar menos.</p>
<p>Até nossa falha e fraca relação com Deus entra nessa seara de prestação de contas com nossa consciência a cada ano que termina.</p>
<p>Cada um de nós, ao longo da vida, fizemos ou faremos bobagens que mais  tarde, de uma maneira ou de outra, tentaremos apagar da nossa  existência. Mas há também a oportunidade de transformar a mácula em uma  experiência reparadora e usá-la para bloquear ímpetos que poderiam nos  levar a novos erros.</p>
<p>Quando era adolescente, ali pelos quinze anos, trabalhei como <em>Office-boy </em>em  uma universidade particular em São Paulo, a UNIBERO. Era o queridinho  da diretoria. Confiavam trabalhos importantes e pagamentos vultosos à  minha responsabilidade. Recebia gorjetas e tapinhas nas costas. A rádio  peão comentava que eu teria um futuro brilhante na organização e que,  inclusive, receberia uma bolsa de estudos para cursar o ensino superior.</p>
<p>Um belo dia me pediram para comprar um cento de crachás para identificar  os colaboradores que prestariam serviço no concurso vestibular. Lá fui  eu para a papelaria comprar aquele negócio com nome esquisito e que eu,  bicho do mato, jamais havia visto ou ouvido falar.</p>
<p>Não me lembro exatamente o valor da compra, mas em dinheiro de hoje,  digamos que custasse uns cinco reais. Eu achei aquilo muito barato e  resolvi levar uma vantagem. Coloquei o número um antes do cinco e tchan,  tchan, tchan&#8230; Transformei a nota fiscal de cinco reais em uma nota de  quinze reais e, triunfante, roubei da empresa os dez reais da diferença  da nota.</p>
<p>Dois dias depois fui chamado à sala da diretoria e lá estavam todos os  diretores da universidade: Do presidente, Julio Gregório Garcia Morejon  ao consultor especial, o emblemático Luiz Antonio da <strong>Gama e Silva</strong>,  que o chamávamos Doutor Gama e que à época eu, ignorante, nem sabia que  o seu passado era infinitamente mais vergonhosos que aquele meu  presente.</p>
<p>Fui sabatinado por todos aqueles homens de terno e poder. Confesso que  estava mais acabrunhado por ser descoberto do que pela lambança, mas não  menti sobre o meu erro. Foi a primeira vez que ouvi a palavra fisco –  que hoje me toma bem mais que ¼ de tudo que ganho e não tenho a quem  recorrer ou reclamar – como ameaça para o meu futuro. Para encurtar a  conversa, fui demitido e ainda passei vergonha adicional quando a minha  mãe voltou comigo a UNIBERO para que eu, novamente, me penitenciasse e  jurasse nunca mais cometer aquele erro. Foi ruim, mas foi bom. Nunca  mais botei ou senti vontade de botar a mão em dinheiro que não fosse meu  por direito.</p>
<p>Aprendi com o erro e me tornei mais forte. Ser demitido na UNIBERO  fortaleceu meu caráter e também me empurrou para outros caminhos  profissionais. Olhando para traz, vejo que trilhei caminhos melhores. O  que não diminuiu a minha vergonha por haver praticado aquele “pequeno”  delito</p>
<p>Dia desses recebi um e-mail mostrando uma participação da Feiticeira  Joana Prado e do seu marido, o lutador Vitor Belfort, no programa João  Inácio Show, exibido pela Tv Diário de Fortaleza. No programa a ex  boazuda chorava e de maneira meio grosseira tentava apagar o seu passado  rebolativo que lhe rendeu milhões em cachês e percentuais de  participação na venda das três edições da revista Playboy em que ela foi  capa. Agora virou evangélica e tenta apagar da memória do brasileiro a  imagem que ela mesma construiu. Só a imagem por que as benesses do  dinheiro continuam a ser aproveitadas.</p>
<p>É fácil apagar o passado? Depende do que cada um gostaria de apagar! A  eterna rainha dos baixinhos, a Xuxa, jamais conseguirá extinguir por  completo os rastros do seu início de carreira. O famoso filme pornô onde  ela faz a iniciação sexual de um adolescente, as fotos para a revista  Ele&amp;Ela ou o seu romance com o Pelé. Mas ela construiu uma outra  história para o seu futuro.</p>
<p>No mundo corporativo, esse no qual a gente labuta todos os dias, também  somos levados a cometer enganos e erros – Como o meu no início de  carreira –, muitos deles, levaremos toda a vida tentando apagar ou  esquecer. Mas nunca é tarde para olharmos no espelho e admitirmos que  somos falhos e quanto antes o fizermos, mais tempo teremos para  recuperar o tempo perdido e semear um futuro de grandeza.</p>
<p>Que em 2010 sejamos todos semeadores de um futuro brilhante, por que esse a gente constrói a cada dia, com sonhos e atitudes.</p>
<p>Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante profissional.</p>
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		<title>Você tem prazo de validade? Tem empresa achando que sim!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 17:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Nelson Gonçalves Assim à queima roupa pode parecer uma pergunta absurda. Afinal gente não tem prazo de validade, não é? Gente é gente e uma pessoa não pode ser comparada a um produto qualquer que se apanha na gôndola do supermercado. É, mas no mundo corporativo a dinâmica é diferente e as coisas não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Nelson Gonçalves</p>
<p>Assim à queima roupa pode parecer uma pergunta absurda. Afinal gente não  tem prazo de validade, não é? Gente é gente e uma pessoa não pode ser  comparada a um produto qualquer que se apanha na gôndola do  supermercado. É, mas no mundo corporativo a dinâmica é diferente e as  coisas não são bem assim. Quando se trata de negócios, as pessoas são  medidas, mensuradas e validadas de acordo com gráficos de resultados e  curvas estatísticas. No gráfico da vida o profissional é constantemente  balizado pelas curvas da idade, do peso, da cor e dos resultados. São  elas que determinam se você está dentro do prazo ou com validade  vencida.</p>
<p>É óbvio que ao perguntarmos para um gestor se a sua organização segrega  as pessoas, balizada por fatores como os expostos, ouviremos um enfático  não. Mas basta observarmos o padrão de comportamento que facilmente  podemos constatar uma discrepância entre discurso e prática. O mundo  corporativo se orienta pela competitividade e na cabeça dos medíocres um  profissional que ultrapassou a barreira dos 50 anos ou dos 100 quilos,  por exemplo, deixa de ser competitivo.</p>
<p>Fiz, há pouco tempo, uma consultoria de <em>headhunter</em> para uma  organização a procura de um diretor comercial. Identifiquei em Brasília o  profissional com todas as credenciais, disponibilidade e currículo para  a vaga. Após as primeiras entrevistas comigo o profissional se deslocou  até Maceió (sede da empresa), para o primeiro contato com o  contratante. A conversa, profissional e empolgante, me deixou com a  sensação de dever cumprido. Pra encurtar a história, o cidadão deixou de  ser contratado por que pesava 120 quilos. Todas as minhas argumentações  não foram suficientes para demovê-los da idéia pré-concebida de que  gente gorda não tem agilidade e outros preconceitos tão pueris quanto  esse.</p>
<p>Os anúncios que vemos nos classificados dos jornais, na esmagadora  maioria, também apontam restrição à faixa etária dos candidatos. Tenho  um amigo, engenheiro de estradas, aposentado que resolveu voltar à ativa  e se inscreveu num concurso do DERT – Departamento de Estradas do  Estado do Ceará –. Passou no concurso, mas teve sérias dificuldades em  assumir o posto porque tem 65 anos.</p>
<p>Mas se tem um lugar onde o bicho pega de verdade e onde a validade do  profissional é extremamente curta é na área de vendas. E aí a validade  nem é por idade, peso, cor, orientação sexual, religião ou quaisquer  outros preconceitos. Costumo dizer que vendedor tem validade de apenas  trinta dias. Termina o mês e seu prazo é renovado por mais trinta dias.  Se ficar noventa dias sem atingir a meta da empresa, na maioria dos  casos, vai parar no olho da rua. Não importa quantas metas tenha batido  ou quantos desafios tenta enfrentado em nome da corporação. Não vendeu  hoje? Tchau!</p>
<p>Entre outras coisas, é por isso que o profissional deve construir uma  sólida rede de relacionamentos. Ser ético, afetivo, pro-ativo, criativo,  verdadeiro. Porque se um dia cair em desgraça e se deparar  desempregado, porque ficou três meses sem cumprir a meta da empresa, seu  passado e seu futuro valem muito na concorrência.</p>
<p>Claro que estou pesando a mão e até sendo leviano ao generalizar.  Existem empresas que acompanham de perto o seu time de vendas e muito  antes do vendedor cair em desgraça o problema foi detectado e o  profissional recebe suporte do RH, do gerente, supervisor e até do  diretor. Essas são as empresas preocupadas com o material humano que a  transforma. Mas infelizmente o mercado é formado muito mais por empresas  focadas unicamente em resultados de curto prazo do que em manter  talentos comprometidos e devotados.</p>
<p>Agora uma coisa é verdade. Existem pessoas que se permite ficar  ultrapassada e gente assim é facilmente substituída. É inconcebível nos  dias de hoje, por exemplo, um profissional que não sabe dirigir, que não  se relaciona com a informática, que não se preocupa com reciclagem  profissional, com cuidados pessoais, higiene, aparência, bem estar e  saúde. Portanto, se esse artigo falou ao seu coração, fique atento. Se  um dia disserem que você está ultrapassado olhe pra dentro de você e  seja sincero com o que enxergar. Pode ser que seja verdade. Porém se  disserem que você está fora da validade, não acredite!</p>
<p>*Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante profissional.</p>
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