Dê brilho e credibilidade ao seu evento. Nelson Gonçalves é o palestrante que vai deixar seu público satisfeito com o conteúdo, alegre com a descontração e inquieto com as reflexões.

Com a divulgação, semana passada, do IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica que avalia as melhores escolas públicas do país. Uma lástima que nos coloca em 85º lugar no mundo. Apesar de tudo, ainda é o caminho para chegar ao diploma superior, o passaporte para uma nova cidadania.

O Brasil é próspero em empreendedorismo. A jovialidade do país, as novas fronteiras do agronegócio, a criação de cidades e estados, o constante crescimento populacional e própria dinâmica do capital e da economia fizeram com que grandes riquezas e conglomerados industriais e comerciais que nasceram quase do nada – normalmente ancorados apenas na ousadia de um destemido homem simples – se transformassem, com o tempo, em mega corporações.

Muitos desses empreendedores, por que o são, iniciaram seus negócios sem terem a mínima idéia de que um dia se transformariam em mega empresários, responsáveis por milhares de empregos. Tiveram ousadia e com afinco e muito trabalho conquistaram riqueza, respeito e transformaram a cara desse país. A maioria sem a menor noção de administração, gestão de negócio, excelência em serviço ou qualquer das ferramentas exigidas no mundo moderno. Os tempos eram outros.

Esses homens de valor gabavam-se de terem vencido apenas pelo talento e trabalho duro. Era uma época onde a vocação para os negócios valia mais que conhecimento técnico ou qualificação. Os grandes players internacionais ainda não haviam descoberto o nosso tremendo mercado interno e o poder de consumo das classes populares. Vivemos até bem pouco tempo atrás a era do produto. Quem tinha produto, tinha poder. Éramos pouco exigentes, entre outras coisas, porque não tínhamos alternativas e nem a quem reclamar.

O mundo mudou! A globalização o transformou em uma pequena aldeia onde a competição não é mais com o nosso vizinho do bairro, nem com o gênio do outro estado que encontra um nicho de negócio. É com o mundo todo. Se considerarmos, por exemplo, que apenas 18% dos chineses sejam extremamente inteligentes e capacitados para empreender novas tecnologias, vamos encontrar um contingente maior que toda a população do Brasil. Louco não é?, mas é verdade!

Pois é! Esse tempo do empirismo, do amadorismo, da sorte grande, do achado também já passou. Hoje a competição se desenrola no campo do saber, da preparação, da qualificação, da excelência, da diferenciação, da atitude, do comprometimento. As oportunidades chegam mais rápido pra quem se prepara e se antecipa a elas. E o melhor, talvez único, ambiente pra isso é a sala de aula e o passaporte, um diploma. Isso não quer dizer que o seu João da pizzaria não possa prosperar e virar o rei da pizza. Mas vai ter que contratar gente com sólida formação para administrar o negócio.

O homem – ou mulher é claro! – que alcança um diploma, transforma-se automaticamente em um profissional diferenciado. Conquista uma nova cidadania e o direito de “brigar” de igual para igual no ambiente corporativo. Falo isso de cátedra porque empreendi uma verdadeira saga na conquista do meu primeiro diploma de curso superior.

Não sei se sou empreendedor, mas sou “birrento” e nunca desisti de lutar pelas coisas que acreditava e acredito. Acumulei ao longo dos meus 48 anos uma vasta experiência profissional. Trabalhei em grandes corporações, fiz sucesso, dirigi minha categoria profissional, virei fonte de informação do segmento, prosperei economicamente e fiz dezenas de cursos específicos. Mas me faltava o passaporte da cidadania profissional. O meu diploma de curso superior. A sua falta emperrava o meu crescimento. No fundo, confesso, eu era meio envergonhado. Demorei quase 18 anos até conquistá-lo, mas hoje ele me pertence e as portas do mundo profissional também. Nunca mais parei de estudar e nem pretendo… Quero mais, sempre mais.

Hoje sou palestrante profissional e levo para todo o Brasil, onde sou convidado, o meu repertório, história de vida e a excelência curricular do diploma de nível superior. Tanto que montei uma palestra específica para o segmento do ensino superior: Bicho perdido no meio da selva. Onde levo aos alunos recém chegados nas faculdades, uma aula inaugural repleta de motivação, entusiasmo, cases e incentivo para que não desistam.

A chegada, ha quase oito anos, de Lula e José de Alencar ao poder, coroa a trajetória de dois homens simples e sem diploma, que construíram suas magníficas histórias em outra época. E isso não deve servir de incentivo pra ninguém porque para ocupar qualquer cargo minimamente importante no serviço público, além do concurso é preciso diploma.

Boa sorte e boa conquista!

Nelson Gonçalves é jornalista e palestrante.

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Nelson Gonçalves
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